“No Limite da Paixão” substitui “Rubi” em maio nas Novelas da Tarde do SBT, saiba tudo sobre a futura trama mexicana do canal

Sem dúvidas, No Limite da Paixão foi uma novela marcante. Teve um adiamento de 5 meses até que finalmente pudesse estrear. Mudou de horário duas vezes, mas pode-se dizer que sobretudo, prendeu do início ao fim.

No México, Entre el Amor y el Odio (nome original da novela) não começou com boa audiência, mas a inserção de novos personagens, seguido de uma reviravolta na história, investindo em violência, transformou a novela em um grande sucesso.

            Foi uma novela recheada de fatos importantes, também nos bastidores. A eleição da protagonista foi muito disputada, depois da recusa de Aracely Arámbula, a história foi mexida, e fizeram testes várias atrizes, dentre as quais Susana González levou o papel de Ana Cristina. Para o galã, Osvaldo Rios foi chamado, mas cobrou uma fortuna para aparecer, o vilão seria César Évora, que acabou vivendo o protagonista Otávio.

            Vários foram os destaques do elenco. Em seu primeiro papel estelar, Susana González não decepcionou. Embora não tenha começado conquistando a empatia do público (já que em seu currículo, seus papéis nunca foram de moças inocentes), aos poucos, ela foi agradando, e muito. E ao final da novela, pode-se notar que ela em nada ficou devendo às atrizes que levam várias protagonistas.

            César Evora foi outro que foi muito bem. Seu personagem passou por grandes transformações, começou um galã completamente fora do comum, já que era maduro e não era tão romântico assim. Com o tempo, ele foi se aproximando mais do galã comum, coisa que César inclusive reclamou na imprensa. Mas o tempo todo, ele teve o destaque que merecia.

            Sabine Moussier veio com tudo na pele de Frida, a vilã da história. Mas ela realmente deu uma virada quando sua personagem passou a apresentar sintomas de loucura.

            Fabián Robles fez um trabalho muito digno como José Alfredo, apesar que o personagem em si não caiu no gosto do público. Quem foi ganhando cada capítulo mais espaço foi Luis Roberto Guzmán, que fez do violento Gabriel um dos personagens mais polêmicos e comentados da história.

            O público aplaudiu de pé o soberbo trabalho de Maria Sorté na pele da sofrida Maria Madalena, uma dona de casa batalhadora que teve que suportar de tudo pela felicidade de seus filhos. Maria Madalena, em vários momentos, foi a protagonista da história. Um destaque merecidíssimo, que só recebeu elogios, embora muitas vezes o sofrimento de seu personagem fosse além da conta. Mas nem Ana Cristina, nem Maria Madalena choraram tanto como a recordista da lágrima Tia Rebeca, bem interpretada por Ofélia Cano.

A grande surpresa da novela veio com Alberto Estrella vivendo o inesquecível vilão Maciel. Com supreendente atuação e garantindo grandes momentos! E um personagem rico em detalhes, que foi ganhando ao longo dos capítulos, cada vez mais elementos interessantes, que garantiram a preferência do público. Sua obsessão por Napoleão, seus bonecos, seu modo de falar, seu cinismo, suas fitas K7, seu super equipamento de câmeras, e até mesmo uma transformação em Palhacinho Feliz fizeram desse um personagem que dificilmente será esquecido.

            O único pesar no elenco foi a participação da grande Marga Lopez, em um papel pouco expressivo e que deixou muito a desejar.

            Quando a novela começou no México e as audiências não correspondiam, Salvador Mejía Alejandre, produtor da novela, acrescentou novos atores ao elenco. O consagradíssimo Enrique Lizalde, como Rogério, pai de Ana Cristina, além de Felicia Mercado e Vanessa Guzmán. Somente Vanessa chegou ao final da história. Já que Felicia Mercado e Enrique Lizalde se desentenderam com os produtores e foram convidados a se retirar da novela. Uma pena, principalmente por Enrique, já que seu personagem muitas vezes teria sido fundamental.

            Também houveram muitas participações especiais. Arturo Peniche ficou por dois capítulos, a intenção era que ele voltasse, como o ator não quis, entrou Victor Noriega como um novo pretendente para Ana Cristina. Além de Armando Palomo (um transexual que viveu a enfermeira Liberdade), Humberto Elizondo, Ernesto Alonso, e Pablo Montero, como Almas, um índio que boa parte do público não gostou. Mas vale comentar que depois de sua participação nos capítulos finais, Pablo Montero iniciou um romance com Susana González.

            Os bastidores da novela foram muito tumultuados. César Evora reclamou da demora na entrega do texto, já que os capítulos eram gravados praticamente no mesmo dia em que iam ao ar. Liliana Abud, adaptadora da história, não gostou nem um pouco da atitude dele e mandou páginas em branco. Susana González apoiou César e naquela semana, Ana Cristina e Otávio apareceram o mínimo possível. Estranhamente, nessa semana, a audiência explodiu.

            No Limite da Paixão foi uma novela com momentos muito marcantes. A começar por toda a relação de amor e ódio existente entre Otávio e Ana Cristina, fazendo com que fossem um par romântico cheio de química e com cenas excelentes. Com certeza, foi um dos melhores pares já vistos.

            A grande reviravolta da troca de bebês rendeu grandes cenas, a novela tomou um outro rumo, com duas passagens de tempo, e culminou na morte de João Manuel (filho de Frida, criado por Ana Cristina), que com certeza foi a cena mais emocionante da novela. Susana González esteve simplesmente perfeita em cena. As últimas semanas foram marcadas pelo suspense e um clima de terror. Os capítulos finais estiveram de tirar o fôlego, com a lepra de Frida e a vingança de Maciel.

            A trama foi uma novela extremamente violenta, para os padrões mexicanos. Isso causou inúmeras edições promovidas pelo SBT. Muitos foram os assassinatos, como o de Rodolfo (José Angel Garcia), Cecília (já que Marlene Favela saiu da novela porque recebeu convite para estrelar Gata Selvagem), Manuel (Miguel Corcega), Aldir (Juan Carlos Casasola), Caetana (Maritza Olivares), Tobias (Mauricio Aspe), Ramon (Benjamin Rivero), Liberdade, só para citar alguns.

            Nunca um clichê foi tão explorado como nessa novela: filhos e pais separados. Metade do elenco estava a busca de seus pais, a outra estava atrás dos filhos. Já não bastasse Ana Cristina, Frida e toda a confusão envolvendo a família de Maria Madalena Moreno, surgiu um tal de Compadre Waldomiro que veio exatamente para ter a mesmíssima história que vários já tinham na novela.

            Entre alguns erros e muitos acertos, seja por seus personagens marcantes, pela história cheia de reviravoltas e que sempre prendeu a atenção, por seu vilão, e pelo casal inesquecível, só é possível dizer uma coisa: No Limite da Paixão deixou saudades. Estas que serão sanadas a partir do dia 22 de maio, quando a trama fará o seu retorno triunfal nas Novelas da Tarde do SBT, substituindo “Rubi“.

No elenco:

César Évora (Estevão em A Madrasta), Suzana González (Luz em Rosalinda), Sabine Moussier (Carmem em Abismo de Paixão), Maria Sorté (Aurora em Mar de Amor), Alberto Estrela (Juventino em O Que a Vida me Roubou), Jacqueline Bracamontes (Maribel em Rubi), Carmem Salinas (Agripina em Maria do Bairro), Marlene Favela (Sonia em Rubi), Luis Roberto Guzmán (José Luiz em O que A Vida me Roubou), Maurício Aspe (Aldo em Maria do Bairro), Fabián Robles (Felipe em A Dona), Marga López (Ana Joaquina em O Privilégio de Amar), Luz Elena (Magda em Meu Coração é Teu) e etc.

Perfil dos personagens

Otávio (César Evora) – 40 anos, tipo atraente e esforçado, dentro de seu projeto de vida não figura o matrimônio, nem formar uma família. Ainda que violento tem uma grande sensibilidade.

Ana Cristina (Susana González) – jovem, dona de uma beleza natural. Tem uma alma nobre, generosa, caráter forte e decidido. Não suporta injustiças, sendo defensora dos direitos dos outros e dos seus próprios.

Maciel (Alberto Estrella) – um pouco mais jovem que Otávio, péssimo caráter, se faz de bonzinho para ganhar a confiança de seus patrões. Seu maior desejo é ser dono da fábrica de calçados que pertence a Fernando Vila Real .

Fernando Vila Real (Joaquim Cordero) – homem bondoso, de sentimentos nobres, magnata do calçado. Protetor de Ana Cristina. Seu testamento vai transtornar a vida de vários personagens da história.

Josefa (Marga López) – irmã mais nova de Fernando. Renunciou o amor de Moisés por pressões de sua mãe, dedicando sua vida a família. Enfrenta Otávio por descordar do amor dele por Ana Cristina.

Frida (Sabine Moussier) – bonita, fria, calculista e falsa, acostumada com a boa vida. Consegue enganar Otávio fazendo-se de vítima. Chantageada por Maciel que guarda um segredo podendo abalar sua relação com Otávio.

Caetana (Maritza Olivares) – 45  anos, tia de Frida. Ficou com a sobrinha logo que sua irmã Rosália engravidou. Acredita em horóscopos, cartas e amuletos. Por ambição usará Frida para tirar dinheiro dos Vila Real .

José Alfredo (Fabián Robles) – jovem de bons sentimentos, ama Ana Cristina desde que era um menino. Filho de Rodolfo e Maria Madalena.

Gabriel (Luis Roberto Guzman) – irmão mais velho de José Alfredo. Impaciente e violento, utiliza sua força física para lutas clandestinas e assim ganhar dinheiro às escondidas de sua familia, tem uma pequena sapataria na cidade onde mora.

Maria Madalena (Maria Sorté) – de classe média, atraente e sensível. Mãe abnegada, de José Alfredo, mas se faz passar também por mãe de  Gabriel.

Célia (Carmen Salinas) – boa pessoa, com grande coração. Tem um comércio no mercado de calçados. É a líder dos comerciantes e pensa sempre no bem comum acima do seu próprio. Depende muito de sua sobrinha Fernanda

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