Netflix vai consumir cerca de 20% menos dados a partir de 2016.

Com aproximadamente 70 milhões de assinantes, a Netflix é a maior distribuidora de filmes e séries via streaming do mundo. São mais de 100 milhões de horas de filmes e vídeos hospedados no serviço. Aqui no Brasil já são quase 3 milhões de assinantes, número que vem aumentando a cada dia. É devido a este crescimento desenfreado, que a empresa vem estudando e testando, há quatro anos, uma maneira de diminuir o consumo de dados e aumentar a qualidade dos vídeos disponibilizados no catálogo.

Em entrevista à revista norte-americana Variety, Anne Aaron, diretora do setor de desenvolvimento da Netflix, explicou que desde 2011 os especialistas em algoritmos vêm pesquisando maneiras de tratar cada filme, série, documentário como uma entidade separada. Visto que, segundo Aaron, não é correto comparar o consumo de dados de um desenho animado como “My Little Pony” à uma superprodução repleta de efeitos especiais, como “Os Vingadores”. Entre eles, existem grandes diferenças na qualidade de vídeo, cores, planos de fundo etc.

Hoje em dia, o streaming da Netflix funciona de forma semelhante ao YouTube, onde o algoritmo identifica a velocidade da internet do usuário e exibe o conteúdo com a qualidade correspondente. Ou seja, o usuário com conexão mais lenta, consequentemente, assistirá um vídeo com qualidade mais baixa; e um usuário com conexão rápida, assistirá com qualidade superior, entre HD e 4K.

O desejo dos especialistas é de que filmes e desenhos animados que exijam menos processamento de dados operem em um algoritmo diferente e sejam rodados em um streaming separado dos vídeos que exigem mais capacidade, como os blockbusters repletos de efeitos especiais.

Se tudo ocorrer conforme o planejado, o novo sistema pode ajudar os usuários a usufruírem de vídeos mais nítidos e, ao mesmo tempo, poupar até 20% de dados, a partir de 2016.