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Dez Novelas do SBT que valem a pena ver de novo

E de novo e de novo e de novo e de novo e de novo…

novelas do SBT

Umas já passaram milhares de vezes, outras poucas e, inacreditavelmente, algumas nunca repetiram. Sim, estamos falando das novelas do SBT. Assistindo-as ou não, todo mundo conhece alguma ou pelo menos lembra o nome de uma trama do canal. De boas produções a CTRL C+V de novela mexicana, têm muitas histórias boas para se ver novamente. Vamos enumerar 10 dessas produções que valem e muito a pena ver de novo.

– Amigas e Rivais  (2007)

Quatro amigas, que horas se amam, horas se odeiam, e uma vilã diabólica, diagnosticada com sociopatia e que mata todo mundo com caras e bocas em textos teatrais, que poderiam render altos memes na internet. A trama de 2007 foi reprisada apenas uma vez e até hoje deixou viúvos de Rosana Delaor com saudades. A mulher era uma peste, matou a empregada picadinha, enrolou no tapete e a jogou de um penhasco, mandou a sua melhor amiga para debaixo de sete palmos, empurrou a rival de um prédio e, melhor, matava todo mundo sempre de forma brutal e com encenações textuais ótimas que com certeza iam parar em páginas de vilanias no facebook. Por isso “Amigas e Rivais” NECESSITA de outra reprise. (Não se esquecer do núcleo gay do salão de beleza que é de rachar o bico de rir.)

– Esmeralda (2004)

“Esmeralda” se tornou a salvadora da pátria do SBT. Sucesso em versão mexicana, a trama ganhou adaptação brasileira no modo copia e cola da original, no ano de 2004, alcançando incríveis 24 pontos de audiência, algo impensado para as novelas do canal. Todas as suas reprises registraram excelentes índices e vira e mexe a trama estrelada por Bianca Castanho volta ao ar. Alguns a condenam por tantas exibições, outros a vêem como um grande êxito e que deve sempre retornar. Apesar de um pouco lenta e até ultrapassada em algumas questões, como a falta de um exame de DNA que pudesse comprovar a paternidade de José Armando pelo filho de Esmeralda, o folhetim precisa voltar por ter se tornado referência entre as produções da emissora e para dar aquela forcinha as novelas da tarde atuais que estão mal das pernas.

– Marisol (2002)

“Marisol” foi uma novela que nem a adaptação conseguiu melhorar e a produção terminou tão doida como a original mexicana. Na atuação também ninguém se salvou, na cenografia e produção como um todo, muito menos. Então porque vale a pena ser revista? Simples! Marisol é tão mal feita e ruim, que acaba sendo boa. Um minuto na frente das doideiras que é essa novela enorme e cheia de fases é o suficiente para pegar raiva dos vilões, e a principal é a Glauce Graieb, e torcer para a pobre mocinha que só se dá mal. A novela é péssima, mas prende! E vai te prender também. Não esquecendo do festival de perucas, um para cada fase, que com certeza originariam ainda mais memes, do jeito que o povo gosta.

– Fascinação (1998)

Essa vale a pena pelo conjunto de algumas características. Ver a Glauce Graiebe em cena, e de vilã diabólica, dessa vez mais séria, 0 Blota Filho magro e de peruca e claro, Regiane Alves com atuação a la ‘Carrossel’. A trama também é boa para gerar memes dramáticos, já que a protagonista passa a vida sofrendo e se dando mal, até em um bordel ela foi parar. Brincadeiras a parte, uma trama de época, como se pouco vê na emissora, de Walcyr Carrasco, o bam-bam-bam da Globo, além das estreias de Caio Blat e Mariana Ximenez em novelas.”Fascinação” é bastante conhecida do grande público e apesar de ser do outro século, só teve duas reprises.

– Cristal (2006)

Bianca Castanho, talvez a maior estrela das novelas do SBT. A atriz esteve em três tramas da emissora, e também as mais reprisadas. “Cristal”, curiosamente só teve uma reprise e é exatamente por isso que vale mais uma exibição, para matar a saudade da estrela na trama que é uma versão moderna e atual de “O Privilégio de Amar”. O elenco também é bem interessante, traz Beth Coelho como a rígida mãe de Cristina, Barbara Paz em seu melhor papel em uma novela do canal, fazendo a fogosa Inocência, que de inocente não tinha nada. No cenário do mundo da moda, com cores vivas e ar moderno, atualizando os ares da original.

– Uma Rosa com Amor (2010)

Nem o texto estranho de Tiago Santiago conseguiu estragar essa novela. “Uma Rosa com Amor” é uma deliciosa comédia romântica onde a paixão inocente e simples acaba vencendo preconceitos e as invejas. Adaptada de uma trama homônima da Globo de 1972, o folhetim foi filmado em HD e teve uma reprise menos de um ano antes de seu fim, em razão da emissora ter tido problemas com uma novela mexicana que precisou sair do ar, estando esta recém-editada, foi a escolhida. Merece outras exibições por se tratar de uma novela engraçada e ao mesmo tempo amorosa, gostosa de se assistir, e como teve exibições coladas, já deixa saudades. Carla Marins esteve ótima na pele da solteirona Serafina Rosa Petrone, Betty Faria como a sua mãe, Jussara Freire como a hilariante vizinha fofoqueira Dona Pepa e Claudio Lins de mocinho. Na abertura, a animada “Oh, Pretty Woman”.

– Amor e Ódio (2001)

Grande sucesso e nunca reprisada. Quem entende o SBT? A trama, considerada um pouco pesada, substituiu a levíssima “Pícara Sonhadora” em 2001, mas não fez feio no ibope. Com Suzi Rego de protagonista, a trama se passava em uma fazenda, cenário que o público do canal costuma gostar. Trata-se de uma versão de “La Dueña”, que mais tarde deu origem a “Soy Tu Dueña”, com Lucero e Gaby Spanic, exibida em 2015 pelo SBT. Foi a segunda da parceria com a Televisa, o que gera curiosidades em rever a produção para comparar o grau evolutivo da rede na produção de novelas da época. A produção é uma relíquia, pois quase não se tem registros e cenas na internet. Vale a pena uma reprise para nos lembrarmos de um folhetim importante e marcante da emissora.

– Corações Feridos (2012)

Versão brasileira da estranha “A Mentira”, a produção é recente e foi gravada em HD. Belas cenas, paisagens inspiradoras em ótima cenografia. Pena que não podemos dizer o mesmo do elenco desconhecido. A protagonista é péssima, mas a vilã, Cinthia Falabela, perversa e debochada, salva a novela, com destaque para a última cena do último capítulo. Curta, a trama ficou ágil e interessante e valeu e muito a pena a inclusão de novos núcleos. Uma novela gostosa de se assistir pela tarde, boa pedida tanto para quem já a viu, como para quem nunca a assistiu. Entra na lista por nunca ter tido reprise e por ter sido a última produção adulta da emissora.

– O Direito de Nascer (2001)

Adaptação de um grande sucesso internacional, com a versão mexicana exibida em 1983, “O Direito de Nascer” é uma novela de época e ao contrário do que todos pensam, não foi produzida na parceria entre SBT e Televisa. Quebrando mais protocolos, a trama foi gravada em 1997, junto com “Pérola Negra”, mas só foi ao ar em 2001, às seis da tarde. No elenco, Guilhermina Guinle, Maria Estela, João Vitti, Jorge Pontual, Elaine Cristina, Sônia Braga. Com esse belo casting, vale e muito a pena uma nova exibição. Além de matar a curiosidade de alguns em como foi a produção da novela, produzida pelas mãos da produtora JPO e não pelo canal.

– Éramos Seis (1994)

A mais bem falada novela e tratada como grande produção do SBT, única que é preferência do público e sucesso de crítica ao mesmo tempo. “Éramos Seis” é um primor de produção que todos precisam conhecer. A história de Dona Lola, vivida pela ótima Irene Ravache, e a luta para criar os seus filhos e manter a família unida nas dificuldades da vida na antiga cidade de São Paulo, conquistou os telespectadores e sagrou-se como o maior sucesso do canal até hoje. Exibida em 94 e reprisada em 2000, a novela está há quase 20 anos sem ser exibida e é bastante lembrada com saudosismo pelo público. Essa é a trama que com certeza mais merece uma reapresentação na emissora.

Reprisa enquanto dá tempo

A lista é grande! Todas despertam a saudade pelas novelas nacionais da emissora, que hoje apenas dedica-se a produção de tramas infanto-juvenis. Algumas precisam voltar logo, em razão do extenso tempo de produção, que em plena época do HD, tornam-se antigas e com imagens cansadas e saturadas a cada dia, e que se tornam quase sempre rejeitadas pelos telespectadores, que desejam produtos com melhor qualidade de imagem. Fica aqui registrado o anseio de telespectadores que curtem as produções brasileiras do SBT. Não custa um horário dedicado a sua própria memória, a sua história, na primeira faixa, que está tão perto de ser deixada de lado em nome da crescente tecnologia.

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